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O SALTO ALTO FOI CANCELADO?

Sinônimo de sensualidade e até objetificação feminina, o salto alto foi encoberto por uma onda de ostracismo devido a suspensão de compromissos profissionais e pessoais, obrigatoriedade durante a pandemia. O período em casa levou as mulheres, especialmente, ao auge da reformulação do guarda-roupa com base no conforto. Essa busca por mais liberdade e aceitação do próprio corpo e estilo é um movimento que começou a despontar ainda em 2019, antes da pandemia, e não se ajusta muito bem a scarpins, sandálias e plataformas que modificam a postura e são geralmente utilizados para arrematar looks mais “poderosos”.

O salto alto entrou então para a cultura do cancelamento? Com mais de 1500 anos de história, os sapatos de salto foram da funcionalidade a símbolo do luxo para a nobreza francesa, transformaram-se na passada década de 20 em sinônimo da elegância feminina e devem manter sua relevância na moda atual adaptando-se à demanda por conforto, como já mostram os looks das últimas semanas de moda – ainda que em versões mais casuais e timidamente elevadas.

Como todo clássico, o salto alto tem seu espaço garantido e o mercado se prepara para atender as demandas reprimidas dos últimos dois anos. As buscas por sapatos de salto já estão em ascensão segundo relatório do Google (junho/21) e renovar os saltos com os códigos da moda atual é essencial para o desenvolvimento de peças de sucesso comercial – a busca pelo conforto continua e é uma das principais diretrizes para as próximas temporadas, com destaque para texturas que evocam maciez e sensação de acolhimento como pelos, pelúcias e materiais acolchoados que remetem ao universo esportivo.

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